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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Como a Televisão Influencia na vida das pessoas

A televisão influencia muito a vida das pessoas de um modo geral. Ela é considerada a tecnologia que revolucionou o mundo. Muitas vezes é até difícil imaginar que esse aparelho não existia. Ela é de certa forma essencial, informa, diverte, educa, ”deseduca”. Ela é assim: tem de todos os tamanhos, de todas as cores e é simplesmente impossível resistir de tão atraente.
A TV Influência em tudo, na opinião da sociedade sobre política e sobre os políticos, na economia, ela dita o que as pessoas vão usar no próximo verão, o que virou moda, o que elas vão comprar, ensina as pessoas como se portar, dita os padrões da sociedade. Ela é tão atraente que quase todo mundo já imaginou como seria trabalhar em uma rede de televisão. Digamos que ela ensina muita coisa boa, mas por outro lado é necessário ficar atento, pois ela transmite também muita violência e muita sacanagem que podem ser prejudiciais para o desenvolvimento das crianças.
Assistir televisão é uma questão cultural, são raras as casas em que esse aparelho não é encontrado, muitas vezes até por questões religiosas, mas no geral, a TV é tão comum na vida das pessoas que muitas vezes nós deixamos de fazer algo útil, como estudar ou ler um livro para assistirmos a novela por exemplo.
Muitos pais esquecem ou não se preocupam em educar seus filhos, porque para eles essa função é da escola, além de transferirem essa responsabilidade para a televisão, eles não se importam com o que seus filhos estão assistindo porque pelo menos eles estão quietos em frente a TV, dando-lhes um pouco de paz.
            Alguns artigos mostram como a televisão afastou as pessoas de um convívio familiar, antes da TV, as pessoas se reuniam, para conversarem, discutirem assuntos realmente importantes para a população. Depois dela a famosa frase “silêncio, porque eu quero ouvir/assistir o que tá passando” começou a reinar em nossas casas. A família continua reunida, mas com o propósito de assistir o que vai passar na novela ou no jornal.
De qualquer forma, eu particularmente não critico a televisão, pois sabemos que muitas vezes a briga pelo IBOPE acaba baixando o nível dos programas exibidos em canais livres, mas sabemos que o uso dela depende única e exclusivamente da consciência de cada cidadão. Este tem o direito de se distrair e ficar bem informado sobre o que aconteceu no Brasil e no mundo após um dia cansativo de trabalho. E como o nosso país é livre, as pessoas também têm o direito a escolher o que é útil e o que é inútil, o que vai trazer benefícios e o que muitas vezes poderá ser prejudicial. Essa decisão cabe única e exclusivamente ao telespectador, e pode ser tomada com o simples ato de pegar o controle e mudar de canal.



quarta-feira, 19 de maio de 2010

Rins representam 71% dos transplantes no Brasil; doações batem recorde em 2009




Em 2009, 4.259 rins foram transplantados no país, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, a ABTO.


Em 2009, 4.259 rins foram transplantados no país, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, a ABTO. Destes, 2.532, mais da metade, foram cedidos por famílias de doadores mortos. O número de transplantes do órgão cresceu 19% em São Paulo no último ano, e o Estado lidera o ranking de doações.


Segundo Maria Cristina Ribeiro de Castro, secretária do conselho executivo da ABTO, a melhor organização do sistema de captação de órgãos e tecidos favoreceu o resultado positivo. “Há alguns anos, tínhamos um baixo aproveitamento dos órgãos”, disse. Mas ela afirma que o cenário está mudando. “Em 2009, aproveitamos cerca de 80% dos rins doados”.

Dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos apontam elevação de 26% no número de doações no Brasil, índice recorde para o país. Ao todo, 5.998 órgãos foram doados. A tendência é de alta, segundo a ABTO, mas ainda não há um levantamento sobre o desempenho do setor no primeiro trimestre deste ano.

Muita gente afirma, de prontidão, que doará os órgãos após a morte. É uma mentalidade que mudou de alguns anos para cá. Há uma década, por exemplo, as filas de espera por doadores enfrentavam, além das inúmeras incompatibilidades, a resistência daqueles que, mesmo estando aptos a ceder algum órgão, receavam em fazê-lo, mesmo que fosse por pura ignorância ou desconhecimento do assunto. Em caso de morte, então, a briga era ainda mais dura. Parentes, fragilizados por um recente momento de dor, negavam a doação por se sentirem “traindo” o ente falecido. Como se fosse mesmo um roubo. “Mal esperamos o corpo esfriar e já vamos lhe furtar um pedaço?”, pensaria uma mãe que perdeu um filho ainda jovem, ou uma esposa enviuvada, ou também um neto responsável por cuidar do enterro do avô.

O crescimento de quase um terço no número de doadores no último ano mostra que as pessoas, abastecidas de mais informações, estão perdendo o medo e o preconceito relativos à doação. O pai que chora ao perder precocemente um filho, esboça um sorriso em saber que uma criança foi salva com um rim doado pela família.

Mas a boa ação pode ser feita ainda em vida. Como o caso de Tereza Lopes, que doou um dos rins ao irmão Jaci, jornalista de 47 anos que passou 4 deles em filas para sessões de hemodiálise. O martírio do irmão pesou na decisão de Tereza. “O que me incentivou foi o sofrimento dele. Eu queria amenizar a dor, porque ele estava sofrendo muito”, disse.

Jaci conhece bem a dor de quem espera por um doador compatível. “Tem pessoas que ficam na fila, aguardando pessoas com acidente vascular cerebral, que tiveram morte cerebral. Tem também aqueles que doam em vida, que foi o meu caso, mas é mais difícil”, disse. E a rotina, segundo Jaci, não é nada fácil. “Eu fiz seis meses de hemodiálise. Esse foi o período entre o tratamento e o transplante”, completou.



Elayne Pereira, Susan Hypolito e Willian Kury